O ex-atacante do Atlético-MG Rony acionou o clube na Justiça do Trabalho e cobra R$ 9.534.076,40 em uma ação distribuída na 27ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte. Atualmente no Santos, o jogador alega que valores de luvas e direitos de imagem não foram quitados corretamente e pede que essas verbas sejam incorporadas ao salário para o cálculo de direitos trabalhistas, o que eleva significativamente o montante da cobrança.

Segundo apuração do ge, o Atlético-MG reconhece uma dívida de R$ 762.581,00, referente a luvas e direitos de imagem, e afirma que tentou chegar a um acordo para quitar os valores, mas as negociações não avançaram.
Por que Rony processou o Atlético-MG?
O principal motivo da ação trabalhista está relacionado ao pagamento de verbas previstas no contrato do atacante.
Embora o Atlético-MG reconheça o débito de R$ 762 mil em luvas e direitos de imagem, Rony sustenta que esses valores possuem natureza salarial e, por isso, devem ser incorporados ao salário para refletir no cálculo de férias, 13º salário, FGTS, aviso-prévio, multa rescisória e demais direitos previstos na legislação trabalhista.
A ação é conduzida pelo advogado Fábio Luiz de Oliveira, que representa o jogador.
Além dessa discussão, o atacante questiona a forma como ocorreu a rescisão de parte do contrato firmado com o clube.
O que Rony cobra na Justiça?
Além dos valores atrasados de luvas e direitos de imagem, Rony apresentou outros pedidos na ação.
O jogador solicita o pagamento da multa prevista no artigo 477 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), argumentando que houve parcelamento das verbas rescisórias.
Outro ponto central é o pedido de nulidade da rescisão do contrato de luvas. Caso a Justiça acolha esse entendimento, o atacante requer o pagamento do saldo restante desse contrato, estimado em aproximadamente R$ 4 milhões.

Somados aos reflexos trabalhistas decorrentes da integração das luvas e dos direitos de imagem ao salário, os pedidos fazem a ação ultrapassar R$ 9,5 milhões.
É importante destacar que os valores apresentados na petição inicial representam o total pleiteado pelo jogador e ainda serão analisados pela Justiça do Trabalho.
Qual é a posição do Atlético-MG?
Até o momento, o Atlético-MG reconhece apenas a dívida de R$ 762.581,00 referente a luvas e direitos de imagem.
Conforme apurou o ge, o clube tentou negociar o pagamento desses valores diretamente com o jogador, mas não houve acordo.
A discussão sobre a natureza das verbas, os pedidos de integração ao salário e os demais itens apresentados por Rony serão analisados ao longo do processo judicial.
O que acontece agora?
Com a distribuição da ação na Justiça do Trabalho, Atlético-MG e Rony deverão apresentar seus argumentos durante a tramitação do processo.
A Justiça irá avaliar os pedidos do atacante, a defesa do clube e as provas apresentadas antes de decidir se há direito ao pagamento integral ou parcial dos valores cobrados.
Enquanto isso, o caso passa a integrar a lista de disputas trabalhistas envolvendo clubes e atletas, tema recorrente no futebol brasileiro e que pode se estender por meses até uma decisão definitiva.
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