Atlético-MG explica crise e motivo para contratações surpresas
Paulo Bracks explica por que o Atlético-MG contratou Cassierra e Thiago Borbas e aponta…

O Atlético-MG reforçou o ataque duas vezes nesta temporada com jogadores estrangeiros. Primeiro, contratou o colombiano Mateo Cassierra para suprir uma das principais carências do elenco. Agora, após a saída de Hulk na janela de transferências, buscou o uruguaio Thiago Borbas para aumentar as opções no setor ofensivo.

A escolha por dois centroavantes sul-americanos não foi por acaso. Em entrevista ao ge, o executivo de futebol do Atlético, Paulo Bracks, explicou que a diretoria identifica uma escassez de atacantes com características de camisa 9 no futebol brasileiro, cenário que tem levado os grandes clubes a recorrerem cada vez mais ao mercado internacional.
Por que o Atlético-mg contratou dois atacantes estrangeiros?
Segundo Paulo Bracks, a nacionalidade nunca foi um critério para as contratações do Atlético. O dirigente afirmou que o clube busca o perfil ideal para a posição, independentemente da origem do jogador.
Ainda assim, ele reconheceu que existe uma tendência crescente no futebol brasileiro de apostar em centroavantes estrangeiros.
“Sobre sua ponderação, não contratamos por bandeira, mas tem sido uma recorrência nos clubes grandes. Se você analisar as principais camisas da Série A, a maioria tem ao menos um centroavante gringo”, afirmou ao ge.
Para o executivo, esse movimento reflete uma dificuldade do mercado nacional em formar jogadores com características clássicas da posição.
Existe falta de camisas 9 no futebol brasileiro?
Na avaliação de Paulo Bracks, sim.
O dirigente entende que o Brasil atravessa um momento de escassez de centroavantes e cita até a Seleção Brasileira como exemplo desse cenário.
“Creio que possa ser fruto também de uma carência no futebol brasileiro atual, e até pela seleção brasileira podemos ter essa leitura. Na Copa, havia apenas um com essa característica.”
Nos últimos anos, muitos clubes brasileiros passaram a buscar atacantes na Argentina, Uruguai e Colômbia, mercados conhecidos pela formação de jogadores de área e com características de finalização.
A tendência também pode ser observada em equipes que disputam a Série A, onde diversos clubes contam com estrangeiros como principais referências ofensivas.
Como Cassierra e Borbas chegam ao Atlético-MG?
Cassierra foi contratado no início da temporada para ocupar uma lacuna que o Atlético identificava desde o ano passado. O colombiano chegou para ser a principal referência ofensiva da equipe.
Com a saída de Hulk na janela de transferências do meio do ano, a diretoria entendeu que precisava aumentar a concorrência no setor e voltou ao mercado para contratar Thiago Borbas no Atlético-MG
A expectativa é que os dois disputem posição e ofereçam características semelhantes ao técnico, aumentando as alternativas para a sequência da temporada.
O mercado sul-americano virou prioridade?
Embora o Atlético-MG negue que exista preferência por nacionalidade, o clube reconhece que o mercado sul-americano oferece boas oportunidades para a posição de centroavante.
Além do custo muitas vezes inferior ao praticado no futebol europeu, jogadores da Argentina, Uruguai e Colômbia costumam chegar com experiência em competições continentais e características valorizadas no futebol brasileiro.
No entendimento da diretoria atleticana, o mais importante é encontrar atletas que atendam às necessidades técnicas da equipe, independentemente do país de origem. Ainda assim, o diagnóstico feito por Paulo Bracks reforça uma percepção que vem ganhando força no futebol nacional: encontrar um camisa 9 brasileiro de alto nível se tornou cada vez mais difícil.
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