Atlético-MG vende jogadores; Confira forma de negociação
Atlético-MG faz vendas de jogadores visando lucro.

O Atlético-MG oficializou, na manhã desta terça-feira, a venda definitiva de três jogadores das categorias de base. Além de negociar os atletas, o clube adotou uma estratégia que pode render novos ganhos financeiros nos próximos anos.

O atacante Ryan Felipe, o meio-campista Igor Toledo e o lateral-direito Lucas Souza foram negociados em definitivo, mas o Galo manteve participação em uma possível valorização dos jogadores.
Atlético-MG garante percentual em futuras vendas
O grande diferencial das negociações está nas cláusulas inseridas pelo Atlético-MG.
Mesmo após vender os três atletas, o clube preservou um percentual dos direitos econômicos de cada um. Isso significa que, caso eles sejam negociados novamente no futuro, o Alvinegro terá direito a receber parte dos valores envolvidos.
Além disso, os contratos firmados preveem bonificações por metas esportivas, como número de partidas disputadas pelos atletas em seus novos clubes.
Na prática, o Atlético poderá continuar lucrando mesmo depois de concluir as transferências.
Destinos definidos
Dois dos jogadores seguirão carreira em Portugal.
- Ryan Felipe defenderá o Torreense.
- Igor Toledo foi negociado com o Portimonense.
Já o lateral-direito Lucas Souza foi vendido ao Al Wasl, dos Emirados Árabes Unidos.
Estratégia adotada pelo Atlético-MG
Nos últimos anos, o Atlético-MG passou a incluir esse tipo de cláusula com mais frequência nas negociações envolvendo jovens revelados na base.
A estratégia busca evitar que o clube perca totalmente o vínculo financeiro com atletas promissores que ainda podem se valorizar no mercado internacional.
Dessa forma, além do valor recebido na venda imediata, o Galo mantém a possibilidade de faturar novamente caso Ryan Felipe, Igor Toledo ou Lucas Souza sejam negociados futuramente ou atinjam as metas estabelecidas em contrato.
Embora o Atlético-MG não tenha divulgado os valores das transferências, o modelo adotado reforça a política da diretoria de transformar a base em uma fonte recorrente de receitas, mesmo após a saída dos jogadores.
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