Atlético-MG sofre punições que somadas podem chegar a R$ 17 milhões
Atlético-MG é condenado pela Fifa em processos envolvendo Lyanco, Bruno Fuchs e Brahian Palacios;…

O Atlético-MG foi condenado pela Câmara de Resolução de Disputas da Fifa a pagar dívidas envolvendo três contratações. As pendências são referentes aos negócios pelos zagueiros Lyanco e Bruno Fuchs e pelo atacante Brahian Palacios. Somados, os valores superam R$ 17 milhões.

Segundo o ge, as decisões foram publicadas nesta semana, embora tenham ocorrido no primeiro semestre de 2026. O Atlético-MG recorreu dos três casos ao CAS (Corte Arbitral do Esporte).
Procurado pela publicação, o clube confirmou as disputas e apresentou seu posicionamento.
“O Atlético reconhece a existência de disputas no âmbito da FIFA/CAS referentes aos atletas em questão e impugna alguns excessos nas respectivas ações, premissa que viabilizará as tratativas para o pagamento de seus débitos.”
Quais são as dívidas do Atlético-MG?
No caso de Lyanco, o Galo acertou a contratação junto ao Southampton por 5,2 milhões de euros, aproximadamente R$ 30,4 milhões, divididos em cinco parcelas. Uma das cobranças envolve a quarta parcela, de 1,125 milhão de euros, cerca de R$ 6,43 milhões.
O Atlético alegou que não efetuou o pagamento por não ter recebido faturas válidas e atualizadas. A justificativa foi rejeitada, e o clube foi condenado ao pagamento integral, acrescido de juros. O Galo também já havia sido acionado pelo atraso da terceira parcela e recorreu ao CAS.
Em relação a Bruno Fuchs, o CSKA cobrou valores referentes ao empréstimo e à posterior aquisição definitiva do defensor. A Câmara determinou o pagamento de 900 mil euros, aproximadamente R$ 5,2 milhões, além de juros de 7% ao ano e multa contratual de 63,6 mil euros.
Caso Palacios também terminou com condenação
A terceira pendência envolve Brahian Palacios, contratado do Atlético Nacional por US$ 3 milhões em 2024. O Galo atrasou a última parcela, de US$ 800 mil, aproximadamente R$ 4,1 milhões.
O clube colombiano cobrava ainda multa equivalente a 100% do valor atrasado. O Atlético considerou a penalidade desproporcional.
A Fifa reconheceu a cobrança, mas reduziu a multa para US$ 400 mil, cerca de R$ 2 milhões, levando em consideração que as parcelas anteriores haviam sido pagas e entendendo que não houve má-fé.
As decisões previam risco de impedimento para registrar novos jogadores caso os pagamentos não fossem realizados nos prazos determinados. O Atlético, contudo, recorreu ao CAS nos três processos, e as disputas seguem sendo contestadas pelo clube.
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