O Atlético-MG deixou a Arena MRV sob vaias da torcida após empatar por 0 a 0 com o Juventude, na noite do último sábado (1º), pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. Depois da partida, o goleiro Everson reconheceu a insatisfação dos torcedores, classificou a reação como compreensível e destacou que o elenco já voltou as atenções para o confronto decisivo em Caxias do Sul.

Everson considera protesto da torcida compreensível
O empate sem gols aumentou a pressão sobre o Atlético-MG, que teve dificuldades para criar oportunidades claras durante os 90 minutos. Apesar do apoio vindo das arquibancadas enquanto a bola rolava, a equipe foi vaiada ao apito final devido ao desempenho abaixo das expectativas.
Na saída de campo, Everson fez questão de agradecer o incentivo recebido na Arena MRV e afirmou que a manifestação da torcida foi consequência natural do resultado.
“Primeiro, agradecer ao torcedor que veio e nos incentivou nos 90 minutos. Estava com saudades de estar com a Arena MRV cheia, pulsando, como foi hoje. Hoje o torcedor veio, nos incentivou. E após o jogo, totalmente válida a vaia por conta do resultado, por conta de a gente não ter conquistado o resultado positivo”, afirmou o goleiro.
O camisa 22 também reforçou que o grupo sabe da responsabilidade de apresentar uma atuação melhor na partida de volta para seguir vivo na competição nacional.
O que o Atlético-MG precisa fazer contra o Juventude?
Com a igualdade na Arena MRV, o confronto permanece completamente aberto. Quem vencer o duelo de volta garante vaga nas quartas de final da Copa do Brasil. Em caso de novo empate, independentemente do placar, a decisão será nos pênaltis.
Everson garantiu que o elenco aproveitará os dias de treinamento para corrigir os erros apresentados no primeiro confronto e buscar a classificação fora de casa.
“O recado é um recado de trabalho. A gente vai trabalhar muito no domingo e na segunda-feira para que a gente possa lá em Caxias do Sul, diante de toda a dificuldade que é enfrentar o Juventude lá – a gente sabe de como é uma equipe forte dentro dos seus domínios -, fazer um grande jogo.”
Ao analisar o desempenho ofensivo da equipe, o goleiro apontou que as decisões tomadas no último terço do campo impediram que o Atlético transformasse o volume de jogo em chances mais perigosas.
“Faltou a gente caprichar no último passe. (…) Tinha companheiros melhores colocados para poder receber o passe. Infelizmente, acabou não recebendo para que pudesse finalizar melhor. A gente se precipitou na finalização e acabou facilitando o trabalho defensivo da equipe do Juventude.”
Agora, o Atlético-MG concentra suas atenções na partida de volta das oitavas de final. A equipe de Eduardo Domínguez precisará vencer no Alfredo Jaconi para avançar diretamente às quartas. Um novo empate levará a decisão da vaga para as cobranças de pênaltis.
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