Ex-jogador do Atlético-MG processa o clube e cobra mais de R$ 9 milhões
O Atlético-MG voltou a enfrentar um problema envolvendo um ex-jogador. Neste domingo (2), veio…

O Atlético-MG voltou a enfrentar um problema envolvendo um ex-jogador. Neste domingo (2), veio à tona que o atacante Rony, atualmente no Santos, ingressou com uma ação trabalhista contra o clube mineiro cobrando cerca de R$ 9,5 milhões. O processo tramita na 27ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte e envolve uma série de reivindicações relacionadas ao período em que o atacante defendeu o Galo.

A notícia reacende um capítulo delicado da relação entre atleta e clube. Ainda durante sua passagem pelo Atlético, Rony já havia protagonizado uma disputa judicial por conta de atrasos em pagamentos, mas acabou retirando o pedido de rescisão após um acordo entre as partes. Agora, no entanto, o jogador volta à Justiça para cobrar valores que considera devidos.
O que Rony cobra do Atlético-MG?
De acordo com as informações divulgadas, a ação tem valor de R$ 9.534.076,40. Entre os pedidos feitos pelo atacante estão a integração dos valores recebidos a título de direitos de imagem ao salário, a aplicação da multa prevista no artigo 477 da CLT, em razão do parcelamento das verbas rescisórias, além da contestação da rescisão do contrato de luvas e do pagamento do saldo contratual.
Os advogados do jogador sustentam que essas pendências financeiras ocorreram durante sua passagem pelo clube mineiro. O processo também busca o pagamento de valores que, segundo a defesa do atleta, ficaram em aberto referentes às luvas e aos direitos de imagem.

Até o momento, o Atlético-MG informou que ainda não foi citado oficialmente sobre a ação judicial e, por isso, não apresentou defesa no processo. A expectativa é que o clube se manifeste após ser formalmente notificado pela Justiça do Trabalho.
Relação entre jogador e clube já era conturbada
A nova ação não representa o primeiro atrito entre Rony e o Atlético-MG. Em 2025, o atacante chegou a pedir a rescisão unilateral do contrato alegando atrasos em pagamentos de direitos de imagem, luvas e FGTS. Na ocasião, porém, houve um entendimento entre as partes, o jogador retirou o processo e permaneceu no elenco por mais alguns meses.
Mesmo com a permanência, a relação nunca voltou ao normal. O desempenho dentro de campo e o desgaste com parte da torcida fizeram com que o atacante perdesse espaço até ser negociado com o Santos no início da temporada de 2026.
Durante sua passagem pelo Galo, Rony disputou 65 partidas, marcou 14 gols e distribuiu seis assistências, conquistando o Campeonato Mineiro antes de encerrar seu ciclo em Belo Horizonte.
Processo pode gerar novo impacto financeiro ao Galo
A ação trabalhista surge em um momento em que o Atlético-MG busca reorganizar suas finanças e manter o foco na sequência da temporada. Caso a Justiça dê ganho de causa ao jogador em todos os pedidos apresentados, o clube poderá desembolsar um valor superior a R$ 9,5 milhões.
Enquanto isso, Rony tenta reencontrar o melhor futebol no Santos. Contratado no começo de 2026, o atacante busca recuperar o protagonismo na Vila Belmiro ao mesmo tempo em que acompanha o andamento do processo contra seu ex-clube.
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