Investidor faz elogio aos Menin e revela sentimento pelo Atlético-MG: “Vamos assumir…”
Antes de a família Menin assumir o controle da SAF do Atlético-MG, o empresário…
Antes de a família Menin assumir o controle da SAF do Atlético-MG, o empresário norte-americano Peter Grieve esteve muito próximo de se tornar o principal investidor do clube. Anos depois das negociações que não avançaram, o dirigente revelou bastidores das tratativas, elogiou a atual gestão alvinegra e não descartou uma futura participação no Galo.

Em entrevista ao Canal do Frossard, Grieve explicou que um dos principais entraves para o acordo foi o fato de a Arena MRV não estar incluída inicialmente na operação, além do elevado endividamento do clube naquele momento.
Segundo o empresário, a proposta apresentada chegou a ser aceita pelos representantes envolvidos na negociação, mas a avaliação final o fez recuar do negócio.
“Vamos assumir que o clube tem que valer o valor da dívida ou estará tecnicamente falido. Propusemos um número baseado no número da dívida. Os banqueiros aceitaram isso como uma oferta. Então, fomos ao Brasil para assinar o acordo. Mas, conforme nos aproximávamos, percebemos: não era um acordo justo. Era uma loucura. Uma loucura. E não incluía o estádio.”
Negociação frustrada sem apontar culpados
Coproprietário do Bantu Rovers, do Zimbábue, e presidente da Football Co, Grieve contou que chegou a discutir a inclusão da Arena MRV no negócio. No entanto, após meses de conversas, as partes não conseguiram chegar a um consenso.
Apesar da frustração, o empresário fez questão de isentar a família Menin de qualquer responsabilidade pelo desfecho das negociações.

“Eu não acho que o mercado estava pronto para isso. E o mercado é algo complexo, com muitos participantes diferentes. Eu não vou colocar culpa em ninguém. Não vai ajudar nada fazer isso.”
“Não foi por culpa dos Menin.”
Elogios à gestão da SAF
Durante a entrevista, Peter Grieve também saiu em defesa dos atuais controladores da SAF atleticana. O empresário destacou os aportes realizados pela família Menin e afirmou que poucos clubes no mundo contam com proprietários tão comprometidos financeiramente com a instituição.
Recentemente, os acionistas realizaram um aporte de R$ 530 milhões para auxiliar no processo de redução das dívidas do clube.
“Vocês têm uma família que assinou cheques e continua a assinar cheques para apoiar o clube, porque eles são torcedores acima de tudo.”
“Vocês não deveriam perder isso de vista. Vocês poderiam estar em uma situação muito pior.”
Atlético segue no radar
Mesmo sem acordo no passado, Grieve revelou que mantém uma forte ligação com o Atlético e admitiu que o clube segue despertando seu interesse como possível investimento futuro.
Segundo ele, entre os clubes brasileiros, o Galo é o único que continua em seu radar.
“Meu interesse no Atlético, eu tenho de ser honesto, começou há três anos, quando tive o primeiro contato. Mas acreditem em mim: esse é o meu time. Não sigo mais ninguém. Esse é o meu time.”
O empresário ainda afirmou que permanece aberto a novas conversas com os atuais acionistas da SAF.
“Sempre estou aberto a uma ligação deles.”
Possível investimento dependeria de cenário financeiro
Apesar de manter o interesse, Peter Grieve deixou claro que um eventual retorno às negociações dependeria de um contexto diferente do vivido em 2023.
Na visão do norte-americano, o cenário ideal seria um Atlético com menor endividamento e maior patrimônio líquido, tornando o investimento mais atrativo do ponto de vista empresarial.
“Espero poder trazer nossa visão para o Brasil, para o Atlético e criar nosso portfólio tendo o Atlético como a grande joia da coroa do nosso portfólio. Então, fiquem de olho.”
Por enquanto, a SAF atleticana segue sob controle da família Menin, mas as declarações de Grieve mostram que a história entre o empresário e o Atlético pode ainda não ter chegado ao fim.
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