O Atlético-MG avalia a contratação do volante colombiano Kevin Castaño para reforçar o meio-campo nesta janela de transferências. O jogador de 25 anos agrada pela capacidade de organização das jogadas, mas também desperta dúvidas por causa da pouca utilização no River Plate em 2026.
Os números ajudam a explicar por que o Galo monitora o atleta, mas também revelam pontos que exigem cautela antes de um eventual investimento.

Kevin Castaño tem qualidade na saída de bola?
Sim. Este é justamente o principal motivo que colocou o colombiano no radar do Atlético-MG.
Segundo dados da plataforma Sofascore, Castaño registra:
- 89% de acerto nos passes
- 85% de precisão nos passes no terço final
Os índices mostram um volante com boa capacidade para manter a posse de bola e acelerar a construção ofensiva, característica buscada pelo Atlético para melhorar a transição entre defesa e ataque.
Em equipes que valorizam a posse, esse tipo de jogador costuma ser responsável por iniciar as jogadas e dar ritmo à circulação da bola.
A parte ofensiva compensa a pouca participação?
Mesmo atuando pouco pelo River Plate, Kevin Castaño mantém características que agradam tecnicamente.
O colombiano costuma atuar como primeiro ou segundo volante, participando da construção desde o campo defensivo e oferecendo opções de passe para os companheiros.
Seu perfil é diferente do volante exclusivamente marcador. A principal virtude está na leitura de jogo e na distribuição da bola.
Esse estilo pode encaixar na ideia de um Atlético que busca maior controle das partidas através da posse.
Os números defensivos preocupam?
Sim.
Apesar da boa qualidade com a bola, alguns indicadores mostram que o volante ainda precisa recuperar competitividade.
Entre eles:
- 41% de aproveitamento nos duelos pelo chão
- 2,8 perdas de posse por partida
Para um jogador da posição, vencer menos da metade dos confrontos diretos é um índice considerado abaixo do ideal.
Além disso, perder a posse quase três vezes por jogo pode gerar transições perigosas, especialmente em uma competição intensa como o Campeonato Brasileiro.
Esses números ajudam a explicar por que o Atlético analisa a contratação com cautela.
A baixa minutagem pesa na avaliação?
Bastante.
Em toda a temporada, Kevin Castaño disputou apenas:
- 5 partidas
- 107 minutos em campo
Na prática, isso representa pouco mais de um jogo completo durante todo o ano.
A falta de sequência gera dúvidas sobre:
- ritmo de jogo;
- condição física;
- intensidade competitiva;
- capacidade de adaptação imediata.
Esse talvez seja o principal ponto de atenção observado pela diretoria atleticana.
O que os números mostram sobre Kevin Castaño?
Os dados desenham um jogador de perfil bastante específico.
Os pontos positivos aparecem principalmente na organização ofensiva e na qualidade do passe, enquanto os negativos estão ligados ao momento vivido no River Plate e ao desempenho físico recente.
Pontos fortes
- Excelente índice de acerto nos passes (89%);
- Boa precisão no último terço (85%);
- Capacidade de organizar a saída de bola;
- Boa visão de jogo.
Pontos de atenção
- Apenas cinco jogos em 2026;
- Somente 107 minutos disputados;
- 41% de aproveitamento nos duelos pelo chão;
- Média de 2,8 perdas de posse por partida.
Os números justificam o interesse do Atlético-MG?
Sim, mas com ressalvas.
O perfil técnico de Kevin Castaño atende exatamente a uma das prioridades do Atlético-MG: encontrar um volante capaz de qualificar a saída de bola e melhorar a construção das jogadas.
Por outro lado, a falta de sequência no River Plate impede que a contratação seja tratada como uma aposta sem riscos.
A tendência é que o Galo continue monitorando a situação do colombiano antes de decidir se avançará com uma proposta oficial. Hoje, os números indicam um jogador de boa qualidade técnica, mas que ainda precisa recuperar ritmo competitivo para voltar a atuar em alto nível.
Entre no nosso canal do whatsapp.
Veja mais notícias do Atlético-MG, acompanhe os jogos, resultados e classificação além da história e títulos do Clube Atlético Mineiro.
